Selected works by Odires Mlászho

Odires Mlászho
Porzia (3/3)

1996 / 2008

Inkjet on Hahnemühle Photo Rag 305 paper

70 x 50 cm

Odires Mlászho’s collages combine two different representations of earthly power as a way of addressing the nature of power’s representation.

Odires Mlászho
Plotina (2/3)

1996/ 2008

Inkjet on Hahnemühle Photo Rag 305 paper

70 x 50 cm

For each work, Mlászho takes an image from Phaidon’s 1945 book Roman Portraits, consisting of fullpage black-and-white photographs of Roman portrait busts, and superimposes cut out eyes from Paul Swiridoff ’s 1960s photographs of German politicians. When printed, the two images lock together almost seamlessly, creating what Surrealist collagist Max Ernst called “a spark of poetry”.

Odires Mlászho
Caesar 17 (2/3)

1996/ 2008

Inkjet on Hahnemühle Photo Rag 305 paper

70 x 50 cm

Most noticeable, perhaps, is the manner in which the blank Roman eyes are enlivened, uncannily, by the juxtaposition; as though suddenly cured of blindness, the stone emperors’ heads now glance about furtively, their stoic indifference turned to active and glowering engagement.

Odires Mlászho
Augustus (3/3)

1996/ 2008

Inkjet on Hahnemühle Photo Rag 305 paper

70 x 50 cm

Augustus’s eyes, suddenly beady and glinting, enact this comparison of different ideas of imperiousness: the Roman emperor, a god unmoved by the trivialities of human emotion, is dragged into a modern political sphere of fallibility and corruption. By undermining each images’ claims to authority – the politicians’ eyes are trapped in an unmoving mask of pocked stone – Mlászho ruffles the confidence of power’s images of itself, sowing confusion and ambiguity in the midst of certainty and strength.

Text by Ben Street


Articles

PORTRAITURE IN THE AGE OF THE IPHONE GETS IT’S CLOSE UP
February 2012, By Michael Wilson, Time Out New York

In “Facetime,” a modified transplant from Copenhagen gallery IMO Projects, curators Toke Lykkeberg and Julia Rodrigues assemble a diverse set of works that filter the traditional portrait form through a contemporary sensibility informed by digital technology and Web 2.0. As head-to-head interpersonal confrontations occur increasingly via laptop or smartphone, the curators argue, the ways in which we represent, perceive and read the face are altered.
But even as gadgets destabilize and reconfigure our habits of looking, much remains the same. And for all the show’s vaunted neophilia, plenty of the work in “Facetime” has a likably timeless quality. Both A Kassen and Rosalind Nashashibi, for example, play the familiar game of picking out human features in inanimate objects.
Many of the faces featured here are themselves of a certain age. Odires Mlászho works some effective collage magic on shots of classical statuary, collaging modern male faces onto their ancient female counterparts with a directness that recalls John Stezaker’s cut-ups of vintage Hollywood headshots. French artist Zevs photographs existing portraits of key figures in the science of light, allowing his camera flash to white out the venerable mugs of Plato, Louis Daguerre and Thomas Edison. And Zev’s countryman Michel Journiac, in his 1972 Hommage à Freud, photographs himself in the guise of his own mom and pop. But the most intense exchange in “Facetime” is represented by Jan S. Hansen’s aquarelles of Rorschach-like blots purportedly derived from a kind of Sufi staring contest—uh, ritual. Just remember not to blink!

Source: timeout.com


GALERIA VERMELHO EXPÕE OBRAS DE ODIRES MLÁSZHO
Terça-feira, 30 de Maio de 2006

Sempre que vemos um trabalho de Odires Mlászho confirmamos que ele faz questão de ser um artista minucioso. Na exposição que inaugura nesta terça-feira na Galeria Vermelho, uma folha de um livro foi recortada em finíssimas faixas e se transformou em volume com delicadas reentrâncias - está guardado em caixa de acrílico. Em outro trabalho, da série Flaps, livros e catálogos também foram fracionados em recortes de finas tiras que se encaixam numa seqüência retilínea - e, assim, 150 páginas de uma publicação se apresentam condensadas em uma composição minimalista que já não remete mais ao universo de onde se originaram. Caracterizá-lo como um artista minucioso não apenas quer remeter ao processo trabalhoso do fazer incutido nessas obras, mas às cuidadosas relações que estabelece entre os materiais e os universos anteriores que eles carregam em si.

O uso de livros é recorrente na produção de Mlászho, mas seu nome está muito ligado ao trabalho com fotografia, com as colagens que ele realiza a partir de imagens. Nessa mostra atual, há trabalhos dessa vertente: na série Mestres Açougueiros e Aprendizes, ele criou grandes imagens de corpos anônimos, de músculos, feitos a partir de composições de recortes de partes de corpos femininos e masculinos tirados de revistas pornográficas. Mas, como ele diz, está saturado da figuração e colagem. "Quis trabalhar fora das figuras e essa mostra aponta para novos interesses." Na série Flaps, de livros fracionados em finas faixas, definitivamente não há nenhum resquício de figura. Tanto o livro como o conhecimento que ele carrega estão "decodificados" em uma outra linguagem. O artista também apresenta outras séries recentes no andar superior.

Ao mesmo tempo, Leya Mira Brander exibe numa pequena sala uma instalação com suas belas e delicadas gravuras em metal - algumas delas, bem pequenas. Imagens de um repertório que Leya vem criando desde 1997, elas se repetem, se combinam formando "infinitas possibilidades" de narrativas. Já na entrada da galeria, Fabiano Marques apresenta o trabalho Xadrez Combinado.

Source: estadao.com